Pular para o conteúdo principal

Auxílio emergencial pode voltar caso haja nova onda de Covid, diz Guedes


Guedes disse que o auxílio emergencial é a principal medida da crise ao demandar R$ 322 bilhões aos cofres públicos
Por FOLHAPRESS
10/11/20 - 18h01
https://www.otempo.com.br/

Auxílio emergencial pode voltar caso haja nova onda de Covid, diz Guedes

Foto: Marcello Casal Jr/Divulgação


O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu nesta terça-feira (10) que o auxílio emergencial pode voltar a ser pago à população no ano que vem, mas apenas caso o país seja atingido por uma nova onda do coronavírus.

As declarações foram dadas em resposta a uma pergunta sobre o auxílio emergencial e sua possível continuidade no ano que vem. "Deixamos bem claro para todo mundo. Se houver uma segunda onda no Brasil, temos já os mecanismos. Digitalizamos 64 milhões de brasileiros. Sabemos quem são, onde estão e o que eles precisam para sobreviver", afirmou Guedes em teleconferência com a agência Bloomberg.

É por meio da digitalização que os recursos do auxílio emergencial estão sendo pagos à população, por meio de contas virtuais da Caixa.

O ministro prosseguiu dizendo que os gastos ligados à Covid, que representam mais de 8% do PIB [Produto Interno Bruto], ficariam em patamares menores no caso de um novo crescimento da contaminação.

"Se uma segunda onda nos atingir, aí iremos aumentar mais [os gastos]. Em vez de 8% do PIB, provavelmente [usaremos] desta vez metade disso. Porque podemos filtrar os excessos e certamente usar valores menores", disse o ministro.

Guedes continuou sua fala dizendo que o auxílio emergencial, hoje a principal medida da crise ao demandar R$ 322 bilhões, foi desenhado no início com um valor menor justamente para ser pago por um período maior, mas que a classe política mudou os números.

O ministro planejava que R$ 200 fossem pagos à população, mas o Congresso demandou R$ 500 e presidente Jair Bolsonaro aumentou para R$ 600, com objetivo de ficar com a paternidade do valor. Após cinco meses, o valor caiu para R$ 300.

Segundo ele, mais gastos serão feitos somente no caso de a Covid demandar e isso é totalmente diferente de usar a contaminação já em declínio como uma justificativa para gastos. "O que definitivamente não faremos é usar uma doença que nos deixou como desculpa para fazer movimentos políticos irresponsáveis", afirmou.

"Nós podemos gastar um pouco mais. Exatamente porque as pessoas entendem que temos que voltar à situação anterior tão logo a doença nos deixe", afirmou. "Nós estamos prontos para agir se a doença vier novamente, mas certamente não agiremos [dessa forma] se ela for embora", afirmou.

Guedes voltou a afirmar que o Brasil vai "dançar" com todos os países mesmo se confirmada a eleição de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos e que não haverá problema algum com a vitória do democrata.

"Desde o começo eu disse que dançaremos com todos", disse. "Se confirmada a eleição de Biden, não devemos ter problema algum. Não é uma personalidade aqui ou nos EUA que vai afetar a relação entre os países", afirmou.

Questionado nesse momento sobre a atual política ambiental brasileira e como ela pode ser atacada nos EUA, Guedes afirmou que há um mal-entendido sobre o tema. Segundo ele, o governo deseja manter a soberania sobre a floresta, mas busca ajuda para preservá-la.

"Quando falamos da Amazônia, falamos de soberania. Há muita atividade ilegal de drogas, de armamentos, de mineração, desmatamento, e nós somos contra isso. Precisamos de ajuda para preservar adequadamente a região", reiterou.

Guedes disse que razões geopolíticas, em especial depois da Covid-19, criaram uma onda para evitar que a China ocupe o centro do sistema de informações. Segundo ele, a participação da Huawei no 5G do país está em análise.

"O Reino Unido está impedindo os chineses de estarem no centro do sistema de 5G, permitindo somente na periferia [do sistema]. Estávamos seguindo essa direção", afirmou.

"Estamos muito preocupados. Porque, por um lado, não queremos perder a revolução digital, como perdemos a revolução industrial. Mas, ao mesmo tempo, há preocupações geopolíticas. Então ainda estamos analisando e estudando isso", afirmou.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Aécio : " Para o PT, quanto pior melhor "

Fonte: Folha de S.Paulo - 28/01/2013 - Coluna de  Aécio Neves Link para assinantes:  http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/90938-ausencia-de-limites.shtml Ausência de limites Aécio Neves A redemocratização brasileira nos deixou um importante legado: a certeza de que a democracia é mais que um voto depositado nas urnas. Ela se baseia na garantia das liberdades e num rigoroso respeito às leis. Assim, não é possível fechar os olhos para o viés autoritário que ganha substância no governo petista. A governança por medidas provisórias, a profunda subordinação do Congresso, a forma como foram promovidas as mudança de marcos regulatórios, a ausência de diálogo e as diversas tentativas de "regulamentar" a mídia são algumas das expressões dessa perigosa tendência. Mas a fala da presidente da República e a lamentável utilização da rede nacional de rádio e TV para, entre outras coisas, desqualificar os brasileiros críticos ao seu governo é, certamente, a mais evident...

Aécio Neves líder da oposição: "O Brasil será amanhã o resultado do que,com coragem,formos capazes de fazer hoje"

Aécio : " O Brasil será amanhã o resultado do que, com coragem, formos capazes de fazer hoje" Um debate inédito Por Aécio Neves / Folha de São Paulo Estamos diante de um momento decisivo da vida nacional. A proposta do governo de fixar um teto para os gastos públicos vai muito além de uma decisão econômica inevitável, frente ao rombo fiscal do país. A iniciativa, na verdade, coloca o debate sobre o orçamento público em um novo patamar. Chegou a hora de se discutir, pra valer, como construir uma perspectiva sólida de futuro para o Brasil. O reequilíbrio das contas públicas é essencial para voltar a se pensar em crescimento. Desde pelo menos o início dos governos do PT, as despesas públicas crescem mais que a inflação e que as receitas, dentro de um percurso de irresponsabilidade que arruinou o país. Com a dívida pública quase insustentável e uma recessão já instaurada, o Brasil perdeu o fôlego, a confiança e um lugar de protagonismo no mundo. O ajuste duro na economia é apenas...

Senador Aécio Neves: "Se Temer vier a repetir Dilma e distribuir cargos ele vai fracassar"

Aécio : "Se Temer vier a repetir Dilma e distribuir cargos ele vai fracassar" Principal porta-voz da oposição, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) diz acreditar que um eventual governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB) só será bem-sucedido se não forem repetidas práticas que ele critica como "equivocadas" da gestão Dilma Rousseff, como o "loteamento" de cargos em órgãos públicos e empresas estatais. "Se o Temer cometer o equívoco, e espero que não cometa, de repetir esse modus operandi de distribuir ministérios para formar o governo, ele vai fracassar", afirmou Aécio em conversa com um pequeno grupo de jornalistas nesta quarta-feira, em Lisboa. "Nós estamos dispostos a nos envolver, pela emergência da crise, e eu estive com o vice-presidente há menos de duas semanas e disse isso a ele. Mas a nossa conversa não é em torno de cargo, é em torno de um projeto", afirmou o senador, que também é presidente do PSDB. Segundo o tucano, seu parti...