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Covid-19: 669 servidores da Fhemig contraíram doença desde o início da pandemia



Rede administra alguns dos principais hospitais do Estado, como Eduardo de Menezes e Sarah Kubitschek, em Belo Horizonte
Por GABRIEL RODRIGUES
9/09/20 - 13h22


Paciente com Covid-19 é tratado no hospital Oceânico em Niterói, no Rio de Janeiro

Foto: Carl de Souza / AFP


A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) possui de 12 mil a 13 mil funcionários. Durante a pandemia de Covid-19, 669, ou cerca de 5% deles, contraíram a doença. Até então, 1.285 servidores com suspeita de contaminação pelo coronavírus passaram pelo ambulatório da rede. Os dados foram compartilhados pelo presidente da Fhemig, Fábio Baccheretti Vitor, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (9).

A reportagem questionou a Fhemig sobre quantos óbitos houve entre servidores e qual a ocupação da maior parte dos doentes e aguarda retorno. A rede coordena alguns dos principais hospitais de referência para Covid-19 no Estado, como o Eduardo de Menezes e o Júlia Kubitschek, em Belo Horizonte; o Hospital Regional João Penido, em Juiz de Fora, na Zona da Mata; e o Hospital Regional Doutor José Américo, em Barbacena, no Campo das Vertentes.


Três em cada cinco pacientes que precisam de ventilação mecânica na Fhemig morrem

Dos 5.935 óbitos confirmados pelo Estado, 269 óbitos foram na rede da Fhemig. Entre os hospitais da fundação, a letalidade da doença de quem é internado no CTI chega a ser quase três vezes maior do que o dos demais pacientes da rede, de cerca de 43% — isto é, de dez pessoas nesse tipo de internação na rede, quatro morreram. Ela é ainda maior para quem precisa de ventilação mecânica, batendo em praticamente 60%. Até então, 574 pessoas foram internadas no CTI da rede, além de 1.079 casos suspeitos, segundo o presidente da Fhemig.

Cerca de 77% dos óbitos foram de pessoas com mais de 60 anos — no Estado em geral, a média de idade de quem faleceu é de em que ela é 71 anos. A pessoa mais jovem que morreu na rede tinha 25 anos, enquanto a mais velha tinha 94. Quase 91% dos óbitos foram de pessoas com comorbidades, especialmente hipotensão, diabetes e obesidade. Entre os casos confirmados da doença, há uma criança de um mês e um idoso de 96 anos, enquanto a maior parte dos casos confirmados foi de pessoas com mais de 40 anos.

A reportagem questionou a SES-MG sobre qual é a letalidade da doença no Estado e em hospitais particulares e aguarda retorno.https://www.otempo.com.br/

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