Divulgação/MJ

Segóvia (de gravata listrada) tomou posse como novo diretor da PF
Ao tomar posse nesta sexta-feira (10) em solenidade fora da agenda oficial do ministro da Justiça, Torquato Jardim, o novo diretor geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, afirmou querer ampliar operações da corporação e disse haver "corrupção sistêmica" no Brasil.
Segóvia foi anunciado como o substituto de Leandro Daiello nesta quarta (8) pelo Ministério da Justiça. Daiello estava à frente da PF desde 2011 e sua saída estava sendo negociada desde o início do governo Temer.
Em fala na solenidade, o novo diretor ressaltou a necessidade de ações para combater a corrupção, embora a veja como "sistêmica". Segóvia falou que irá melhorar a operação Lava Jato – principal operação da PF atualmente – e também criar novas frentes de trabalho.
"A Lava Jato na realidade é uma das operações de combate à corrupção no país. O que a PF pretende é aumentar, ampliar o combate à corrupção. Então não será só uma ampliação, uma melhoria na Lava Jato, será em todas as operações que a PF já vem empreendendo. Bem como ampliar, criar novas operações", afirmou.
"Pode ter uma única certeza: a corrupção nesse país é sistêmica, mas existe a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e vários outros órgãos que a combatem e nós pretendemos continuar cada vez mais fortes nesse combate", acrescentou.
Em relação a mudanças que ocorrerão na alta cúpula da Polícia Federal, Segóvia disse ter se encontrado com os demais diretores e superintendentes regionais e disse que estão "começando a trabalhar o processo de transição natural".
"Com certeza sempre tem gente que está cansado e quer sair, e tem gente que está novo e quer entrar, isso é natural", afirmou.
Segóvia foi uma indicação do PMDB, com o apoio do ex-presidente José Sarney e do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. O preferido de Torquato Jardim era Rogério Galloro, que assumirá como novo diretor-executivo da PF.
Questionado sobre influências políticas na corporação, Segóvia disse ter de trabalhar de forma política com diversos órgãos e instituições, mas isso não significa não combater crimes.
"As instituições não cometem crimes, as pessoas cometem crimes. Nas empresas, os funcionários cometem crimes, as empresas não cometem crimes. Então o que nós precisamos é melhorar talvez as investigações, é melhorar o foco das investigações e aí combater melhor esse tipo de crime, combatendo, na realidade, a essência da corrupção. Nisso a gente vai trabalhar em parceria com o Ministério Público Federal e com outras organizações para tentar melhorar esse combate", falou.
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