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PGR denuncia governador de Minas por crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro



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Fernando e Carolina Pimentel foram padrinhos de casamento de Eduardo Serrano, o He-Man, também indiciado por corrução

Procuradoria Geral da República denuncia Fernando Pimentel de novo pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Secretário Geral do Governo de Minas, Eduardo Serrano (o He-Man), também foi denunciado por supostamente ter intermediado o recebimento de propina paga pelo grupo Odebrecht

Reportagem publicada nesta sexta-feira (11/11) no blog do repórter Eduardo Militão, do jornal Correio Braziliense, revela que a Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou, pela segunda vez, o governador de Minas Gerais, Fernando Damata Pimentel, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Com base em investigações da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, a PGR acusa o petista e o presidente afastado do grupo Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, de terem comandado um esquema fraudulento de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na época em que Pimentel foi Ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio do governo Dilma Rousseff.

De acordo com a Polícia Federal, o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené – amigo e operador do caixa dois da campanha de Pimentel ao governo de Minas em 2014 — intermediava propinas de Marcelo Odebrecht para Pimentel em troca de atuação de Pimentel, então ministro do Desenvolvimento, em projetos na Argentina e em Moçambique. Os repasses, conforme o próprio Bené delatou, eram feitos em hotéis em São Paulo, entre 2012 e início de 2014, às vésperas de o petista deixar o Ministério para se candidatar a candidato ao governo de Minas.

Secretário Geral do Governo de Minas também foi denunciado

Fernando e Carolina Pimentel foram padrinhos de casamento de Eduardo Serrano, o He-Man, também indiciado por corrução

Ainda de acordo com a reportagem, a Procuradoria Geral da República denunciou também o atual Secretário Geral do Governo do Estado de Minas Gerais, Eduardo Serrano (conhecido como “He-Man”), que foi um dos principais assessores de Pimentel do Ministério do Desenvolvimento e atualmente é um dos integrantes do “núcleo duro” do governador mineiro.

De acordo com outra reportagem, publicada em setembro pelo jornal O ESTADO DE S. PAULO, Eduardo Serrano, que agora foi denunciado pelo crime de corrupção passiva, foi citado na delação premiada de Bené como um dos intermediários de propina que teria sido paga pela Odebrecht a Pimentel. Segundo a matéria, nestes encontros, Eduardo Serrano (ou “He-Man”) teria negociado pagamento de propina de R$ 20 milhões ao hoje governador de Minas para que a CAMEX e o BNDES, órgãos ligados ao Ministério do Desenvolvimento, atendessem aos pedidos de financiamento da Odebrecht nas obras do metrô de Buenos Aires e em Moçambique.

Ainda segundo a mesma reportagem, Bené também deu detalhes de um encontro que o ex-presidente da construtora, Marcelo Odebrecht, manteve com o então ministro Pimentel em Brasília para acertar o pagamento da propina.

Pimentel já foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Em maio deste ano, a Procuradoria Geral da República já havia denunciado Pimentel pelos mesmos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Neste caso específico, a Procuradoria Geral da República acusa Pimentel de ter recebido propina de pelo menos R$ 2 milhões da montadora CAOA, representante da coreana

Hyundai no Brasil, em troca de um programa de isenções do BNDES, assinado por Pimentel, para beneficiar a montadora. De acordo com a Polícia Federal, os repasses foram feitos por intermédio de empresas do empresário Benedito de Oliveira Neto, o Bené, amigo de Pimentel e operador do caixa dois de sua campanha ao governo de Minas em 2014.

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