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Senador Aécio Neves pede a Michel Temer apoio no projeto de reforma política do país


Aécio pede a Temer apoio no projeto de reforma política do país




O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), foi ao Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (27), pedir o apoio do presidente em exercício, Michel Temer, para aprovar no Congresso Nacional dois projetos que integram uma das propostas de reforma política em tramitação no parlamento. Um dos textos que Aécio quer obter o aval do governo determina a criação de um cláusula de barreira para os partidos terem representação no Legislativo. O outro proíbe as coligações partidárias nas eleições proporcionais (para eleição de deputados e vereadores).

O encontro entre Temer e Aécio não constava na agenda oficial do presidente em exercício, divulgada pela assessoria da Presidência. O senador falou com os jornalistas após ser abordado na saída de um dos elevadores do palácio.

Indagado sobre se a reunião havia sido marcada "de última hora", ele disse que não, e acrescentou que já havia combinado com Temer que, quando estivesse em Brasília, o procuraria para falar sobre a reforma política.

Aécio ressaltou, em entrevista concedida ao final da audiência com Temer, que uma comissão mista deverá ser instalada ainda em agosto no Congresso para avaliar os projetos que propõem mudanças nas regras políticas e eleitorais do país. Na avaliação do tucano, esses dois pontos que ele destacou para o presidente em exercício têm chance de conseguir o apoio da maioria dos parlamentares.

"Nós vamos começar a tramitar agora, rapidamente, depois do recesso, esses projetos de reforma política e pedi a ele [Temer] que se envolva nisso. Tivemos uma conversa anteriormente, e ele disse que terá todo o empenho para participar desse esforço", disse Aécio depois do encontro, acrescentando que, na sua avaliação, o presidente em exercício demonstrou "enorme simpatia" pelas propostas.

De acordo com senador do PSDB, a proposta que implantaria uma cláusula de barreira para partidos exigiria que as siglas obtivessem, pelo menos, 2% de representação no Congresso Nacional para manter o acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV.

Sobre as coligações proporcionais, que abrangem as eleições para vereador, deputado estadual e deputado federal, o presidente do PSDB disse que o objetivo é acabar com a possibilidade, por exemplo, de uma coligação envolver partidos de extrema direita e extrema esquerda e o eleitor não saber em quem está votando.

Pelo sistema atual, é possível votar tanto no candidato quanto na legenda. Os votos nos candidatos e na legenda são somados e computados como votos para a coligação.

A Justiça Eleitoral, então, calcula o quociente eleitoral, que é a divisão do número de votos válidos (sem brancos e nulos) pelo número de cadeiras em disputa.
http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/07/aecio-pede-apoio-de-temer-para-criar-clausula-de-barreira-e-barrar-coligacao.html

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