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Senador Aécio Neves quer reestatizar a Petrobrás


Aécio quer reestatizar a Petrobras

Aécio Neves fala em 'reestatizar' a Petrobras em evento político na Bahia
Senador afirma que empresa foi ocupada por partido 'para fazer negócios'.
Aécio Neves participou de evento político em Salvador nesta segunda-feira.

Ruan MeloDo G1 BA


Senador Aécio Neves participou de evento político
em Salvador nesta segunda (Foto: Ruan Melo/ G1)

O senador Aécio Neves (PSDB) fez críticas à gestão da Petrobras durante evento político que reuniu partidos aliados nesta segunda-feira (14), em Salvador.

Em discurso de cerca de 10 minutos, o pré-candidato tucano à Presidência afirmou que a empresa foi ocupada por "um partido político para fazer negócios", referindo-se à administração do PT.

A Petrobras é alvo de investigações do Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal e Ministério Público, que envolve denúncias de superfaturamento na compra da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006; indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; e indícios de pagamento de propina a funcionários da petroleira pela companhia holandesa SBM Offshore.

"Nas últimas eleições, acusavam a nós do PSDB, do Democratas, de querermos privatizar as empresas públicas. Diziam que íamos privatizar a Petrobras. O que eu quero é reestatizar a Petrobras, tirá-las das mãos de um partido político que a ocupou para fazer negócios e entregá-la novamente aos interesses maiores da populaçao brasileira", afirmou.

O senador ainda criticou a situação da saúde, educação e segurança do país. Ele disse que não houve avanço na infraestrutura em razão da "demonização" do setor privado. "Não é justo para com os brasileiros o que nós estamos deixando acontecer com o estado nacional. Hoje, o Brasil se apresenta como um país que cresce a níveis medíocres na América do Sul, apenas mais do que a Venezuela, com inflação alta e a perda crescente da sua credibilidade. Na infraestrutura, não avançamos absolutamente nada porque houve a "demonização", durante dez anos, das parcerias com o setor privado. No campo social, grande vitrine dos nossos adversários, estagnamos. Na educação, estamos no final da fila em todas as avaliações internacionais. A saúde é uma tragédia, na segurança uma omissão do governo federal é criminosa. O Brasil precisa de uma política nacional de segurança", avaliou.

Dilma Rousseff
No início da tarde desta segunda, a presidente Dilma Rousseff, que participou de cerimônia de lançamento de navios petroleiros da Petrobras, criticou o que chamou de "processo de privatização" da estatal.

Sem mencionar o governo de Fernando Henrique Cardoso, Dilma criticou os que, segundo ela, prepararam "de forma sorrateira" um processo de privatização da Petrobras.

"Chegou a fazer parte desse processo até a troca do nome, que seria Petrobrax, sonegando a sílaba que seria a nossa identidade: 'bras', de Brasil", afirmou.

Em 2000, o então presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, chegou a anunciar a troca do nome comercial da empresa para "Petrobrax", proposta posteriormente abandonada.

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