Aécio Neves, líder da oposição, critica falta de coragem e aparelhamento do governo federal
"Não vejo, até agora, coragem política, disposição do governo, de enviar ao Congresso as grandes reformas ou de fazer a reforma do próprio Estado que havia prometido lá atrás", diz Aécio
O senador Aécio Neves (PSDB/MG) criticou, nesta quinta-feira (02/02), o aparelhamento partidário da administração federal demonstrado, mais uma vez, nas afirmativas feitas contra adversários políticos em publicação da Biblioteca Nacional. Em entrevista após a reabertura do ano legislativo, Aécio Neves disse que 2012 começou mal para o governo federal, também pelo posicionamento adotado pela presidente da República, Dilma Rousseff, na viagem oficial a Cuba, quanto à violação aos direitos humanos no país, e pela continuada rotina de troca de ministros.
Na avaliação de Aécio Neves, as críticas a lideranças do PSDB em publicação paga com recursos públicos mostram que o PT não vê empecilho em usar a estrutura pública para fins partidários. O senador protestou em relação ao episódio e disse que o seu partido espera uma explicação do governo federal.
"O episódio merece a nossa mais absoluta condenação e, ainda, esperamos uma palavra oficial do governo, em relação a essa publicação, patrocinada pela Petrobras, da Biblioteca Nacional, que faz críticas absurdas não apenas ao PSDB, mas a alguns dos seus mais ilustres líderes, como o companheiro José Serra. Portanto, é o dinheiro público sendo utilizado para se fazer política. A democracia que alcançamos pressupunha um comportamento mais ético, mais republicano nas questões que são de Estado. O PT demonstra, logo no início do ano, mais uma vez, uma enorme dificuldade em separar, repito, aquilo que é público daquilo que é de interesse partidário", disse Aécio Neves, classificando a ação como irresponsável.
Falta coragem ao governo
O senador avaliou ainda que a presidente Dilma prestou um desserviço à imagem do Brasil, e à sua própria história, ao se omitir com relação à violação aos direitos humanos praticada pelo regime cubano há 50 anos.
Aécio Neves afirmou que a presidente perdeu uma importante oportunidade de se posicionar, mostrando que essa é uma questão que não pode ser tratada ideologicamente.
"Lamentavelmente, mais uma oportunidade perdida na recente visita da presidente da República a Cuba. Do ponto de vista da imagem do Brasil, sobretudo da história da presidente da República, a sua omissão em relação à defesa dos direitos humanos em Cuba é uma marca que ela carregará durante seu mandato, contrariando o início do seu próprio mandato, quando deu declarações, que inclusive aplaudimos, em relação ao Irã. A questão dos direitos humanos não pode ser vista do ponto de vista ideológico: dos amigos, aceita-se tudo, dos inimigos condena-se tudo. Na minha avaliação, o ano começa mal do ponto de vista do governo", afirmou o senador.
Aécio Neves criticou ainda a constante troca de ministros. Ele anunciou que a oposição vai demonstrar para a população a falta de eficiência da gestão do governo federal. O atraso das obras do PAC e da Copa foram citados como exemplos de ações prometidas, mas que não foram cumpridas, assim como a reforma ministerial anunciada ano passado.
"Não vejo, até agora, coragem política, disposição do governo, de enviar ao Congresso as grandes reformas ou de fazer a reforma do próprio estado que havia prometido lá atrás. Onde está a grande reforma ministerial? onde está o enxugamento desse ministério? Não é possível que um país como o Brasil ser governado com 40 ministros. Sem dúvida alguma a presidente sequer tem condições de despachar com cada um deles. Talvez até nem os conheça a todos pelo nome. Isso não é bom para o Brasil. E nós vamos estar vigilantes, apesar de sermos minoritários no Congresso Nacional", afirmou.
"Não vejo, até agora, coragem política, disposição do governo, de enviar ao Congresso as grandes reformas ou de fazer a reforma do próprio Estado que havia prometido lá atrás", diz Aécio
O senador Aécio Neves (PSDB/MG) criticou, nesta quinta-feira (02/02), o aparelhamento partidário da administração federal demonstrado, mais uma vez, nas afirmativas feitas contra adversários políticos em publicação da Biblioteca Nacional. Em entrevista após a reabertura do ano legislativo, Aécio Neves disse que 2012 começou mal para o governo federal, também pelo posicionamento adotado pela presidente da República, Dilma Rousseff, na viagem oficial a Cuba, quanto à violação aos direitos humanos no país, e pela continuada rotina de troca de ministros.
Na avaliação de Aécio Neves, as críticas a lideranças do PSDB em publicação paga com recursos públicos mostram que o PT não vê empecilho em usar a estrutura pública para fins partidários. O senador protestou em relação ao episódio e disse que o seu partido espera uma explicação do governo federal.
"O episódio merece a nossa mais absoluta condenação e, ainda, esperamos uma palavra oficial do governo, em relação a essa publicação, patrocinada pela Petrobras, da Biblioteca Nacional, que faz críticas absurdas não apenas ao PSDB, mas a alguns dos seus mais ilustres líderes, como o companheiro José Serra. Portanto, é o dinheiro público sendo utilizado para se fazer política. A democracia que alcançamos pressupunha um comportamento mais ético, mais republicano nas questões que são de Estado. O PT demonstra, logo no início do ano, mais uma vez, uma enorme dificuldade em separar, repito, aquilo que é público daquilo que é de interesse partidário", disse Aécio Neves, classificando a ação como irresponsável.
Falta coragem ao governo
O senador avaliou ainda que a presidente Dilma prestou um desserviço à imagem do Brasil, e à sua própria história, ao se omitir com relação à violação aos direitos humanos praticada pelo regime cubano há 50 anos.
Aécio Neves afirmou que a presidente perdeu uma importante oportunidade de se posicionar, mostrando que essa é uma questão que não pode ser tratada ideologicamente.
"Lamentavelmente, mais uma oportunidade perdida na recente visita da presidente da República a Cuba. Do ponto de vista da imagem do Brasil, sobretudo da história da presidente da República, a sua omissão em relação à defesa dos direitos humanos em Cuba é uma marca que ela carregará durante seu mandato, contrariando o início do seu próprio mandato, quando deu declarações, que inclusive aplaudimos, em relação ao Irã. A questão dos direitos humanos não pode ser vista do ponto de vista ideológico: dos amigos, aceita-se tudo, dos inimigos condena-se tudo. Na minha avaliação, o ano começa mal do ponto de vista do governo", afirmou o senador.
Aécio Neves criticou ainda a constante troca de ministros. Ele anunciou que a oposição vai demonstrar para a população a falta de eficiência da gestão do governo federal. O atraso das obras do PAC e da Copa foram citados como exemplos de ações prometidas, mas que não foram cumpridas, assim como a reforma ministerial anunciada ano passado.
"Não vejo, até agora, coragem política, disposição do governo, de enviar ao Congresso as grandes reformas ou de fazer a reforma do próprio estado que havia prometido lá atrás. Onde está a grande reforma ministerial? onde está o enxugamento desse ministério? Não é possível que um país como o Brasil ser governado com 40 ministros. Sem dúvida alguma a presidente sequer tem condições de despachar com cada um deles. Talvez até nem os conheça a todos pelo nome. Isso não é bom para o Brasil. E nós vamos estar vigilantes, apesar de sermos minoritários no Congresso Nacional", afirmou.
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